06 abril 2018

Lute como uma garota!

Todo mundo ama a Angelina Jolie.
Mas, precisamos falar sobre a Lara Croft. 
Eu sou de uma geração que nas festas a fantasia queria ir de Lara Croft, um short colado e um coltri com armas de brinquedo eram ícones de sucesso e beleza agressiva. Eu era uma adolescente e queria ser forte e sexy como a personagem. A força dela nunca foi questionada porém, será mesmo que um micro short colado seria o melhor "uniforme" para uma Indiana Jones versão feminina com grandes habilidades em luta?
No ápice da minha juventude, e da Lara Croft, eu cheguei a procurar escolas de artes marciais em todas elas a recomendação era a mesma: "Caso ainda não tenha o quimono adequado venha de roupa mais larga e se possível um top de sustentação para os seios", roupas largas auxiliam no ponto que o adversário pode segurar as roupas ao invés de você e permite que os golpes não sejam tão concentrados, o top dá mais segurança e claro tira aquela preocupação do "balançar" dos seios enquanto pula ou durante o aquecimento (o que maximiza o calor).
Esse ano com o lançamento do filme "Tomb Raider", no Brasil recebido como "Tomb Raider: a origem", uma discussão (levemente sem sentido) tomou conta das redes sociais.

Foto reprodução

"Mudaram a Lara Croft" "Onde está a beleza da Lara?", hoje não vou entrar na fetichização do corpo feminino no mundo geek porque seria um assunto muito longo, vamos nos prender aos fatos práticos: 
- Qual a chance do  penteado permanecer impecável em uma trança super bem feita, um rosto maquiado com sobrancelha arqueada e um o corpo sem nenhum hematoma depois de uma longa viagem em péssimas condições onde foi afogada, resgatada, ameaçada de morte e torturada por um grupo enorme de vilões?
Nenhuma.
A atriz principal do novo filme continua linda, tão quanto a Angelina Jolie. Contudo, a personagem agora está mais condizente com a situação e mais longe do imaginário "idealizado".
Existe ainda a possibilidade de alegarem que por se tratar da origem neste filme a protagonista precisa ser mais insegura e isso diminui a tal beleza agressiva que pode estar ligada a força - concordo, em partes, que é um filme de remember onde a vida dela é apresentada e nesse momento talvez ela não seja a máquina que nos foi apresentada nos primeiros longas, porém existe uma extensa linha que divide habilidades desenvolvidas e preocupação com a estética padrão. Quanto mais Lara evolui como lutadora/exploradora/pesquisadora/heroína mais ela se suja, se rasga e menos ela se preocupará com as unhas bem feitas ou o cabelo arrumado.
Se Lara existisse seria essa Srta Croft de 2018. 
Ah, mas "um filme não precisa ser semelhante a realidade ele tem licença poética" maravilhoso ver que nessas horas todos viram críticos de arte, devo lembra-los que é um filme de ação feito para o cinema aberto inspirado em um jogo de videogame e não um filme para adultos assistirem em seus "momentos de necessidade".
Todos amamos a nova Lara Croft.



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