16 setembro 2018

Complexo de (in)utilidades domésticas

Todo mundo já passou naquela febre das lojas asiáticas de "utilidades" que chegaram com tudo no Brasil lotadas de coisas fofas e úteis para o dia a dia doméstico. Milhares de blogs fizeram reviews, inaugurações, vídeos, textos e fotos das gigantes japonesas que invadiram o pais desde o ano passado, mas a realidade será que bateu?
Eu sou uma péssima pessoa e óbvio não sigo meu próprio raciocínio que prega uma vida minimalista, às vezes justifico mentalmente que preciso de um cortador de ovos, a modernidade e a preguiça andam lado a lado e as vezes a gente "se dá" alguns presentinhos usando a desculpa de quem "eu trabalho muito, mereço essa facilidade" mas, e quando você tem mais coisas de que precisa e menos espaço do que merece para relaxar de verdade?
Todos amam uma casa prática e moderna, cheia de utensílios, mas como relaxa com um monte de coisa para colocar no lugar? e quando surgir aquela oportunidade de mudança radical para aquele lugar que a gente sempre quis, vale encaixotar tudo?

A  turma dos cortadores de ovos da Daiso Japan
Aquele sonho de infância irreal de ter uma cozinha toda da Hello Kitty pode ser realizado parcialmente nessa loja, mas isso complica um pouco o sonho de conhecer Bali..
Mas, afinal que tipo de matéria é essa? Um textão reflexivo pensado dentro de uma loja de variedades que vive lotada, vendendo coisas que nós já conhecemos de outras lojinhas populares, porém de forma mais fofa dentro de um shopping.
Ninguém quer te impedir ou controlar como você gasta o seu dinheiro, só queremos te fazer entender que existem coisas mais importantes que utensílios e que vivemos décadas sem cortadores de ovos e timers para ovo cozido.
Timers fofos para quando seu cronometro do celular não funcionar
A loja é fofa, queria comprar quase tudo (principalmente as decorações de Halloween) e talvez eu volte e compre mesmo, só tenho consciência de que não preciso realmente dessas coisas e talvez tenha que me livrar delas no futuro próximo.
E vocês? Compram algo que não precisam de verdade buscando uma qualidade de vida imaginária ou planejam experiências maiores que garantiriam uma bagagem maior para sua vida (sem objetos)?

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PÉSSIMA PESSOA
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